quarta-feira, 6 de julho de 2016

Eu não queria te lembrar, mas não te querer já era uma lembrança. Te querer mesmo quando não te quero dói muito, moço.

terça-feira, 5 de julho de 2016

Chovia la fora 
Mas ardia em fogo a minha agonia
lembranças da tua pele na minha, moço
Que hora esquentava, 
e ao mesmo tempo se contradizia
fazendo os fios da pele saltar, arrepiar,
poderia até dizer que era frio,
mas de frieza com você nada há.
como a agua que ferve pro meu café agora

é assim que sinto quando encostas em mim,
borbulho, 
fervo, 
e até queimo em prazer. 
mas... em noite como essas, moço
sou a água esquecida na panela,
aquela que seca
que sem atenção evapora 

e você nem se quer nota, 
nem desliga
e nem abre a porta pra me dizer
que desse frio não vai me deixar morrer, 
secar.
 em noites como essas, moço,
o inverno é dentro do peito

e chove chuvas de desesperanças 
dizendo que você não vem
e elas escorrem pelos olhos, moço
e a saudade é fria, 
como tudo ao redor sem você.
05-07-2016 |  23;30  |  23ºC
eu te usei! sim, eu admito. e-u-t-e-u-s-e-i! usei pra estancar minha ferida. o peito aberto. o amor vazado. a sensação de inchaço, vazio, sobra, resto, solidão. te usei pra curar um amor. e fiz de você uma tentativa para acha-lo. eu te exigi. exigi que falasse, andasse, sentisse que nem ele. na verdade eu queria mesmo que você fosse ele. seria tão mais fácil te-lo em minhas mãos. eu te tive. eu te tenho. sei que você me ama. e talvez seja isso. um ciclo. te usei hoje porque me usaram ontem.